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Abandonados e o Inverno PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ângela Caruso   
13-Jul-2009

“Estar próximo a alguém significa calor, estar perto do calor é estar longe da Frieza”.


Abrigos, asilos, casas de passagem, são termos determinantes para locais que acolhem o fruto do abandono social, animais humanos e não humanos que vivem em situação de exclusão, à margem da sociedade e das comunidades, e estão remetidos de forma significativa à ausência de lares, famílias, cuidadores ou responsáveis.

Os crônicos defeitos do exercício da cidadania refletem-se na desfiguração dos indivíduos e na fonte das intolerâncias que deságuam na prática de abandonar. 

Estamos no Inverno, e eu quero comentar sobre esse período do ano que violenta ainda mais a situação dos excluídos.

No Inverno pioram as reações físicas e psicológicas dos abandonados!

Um estudo feito nos Estados Unidos, na Universidade de Toronto, Canadá, comprova que pessoas que vivem em abrigos, asilos ou “lares de passagem”, além de outras reações, sentem mais frio.

Lendo por acaso esse estudo, imediatamente comparei com a reação dos animais abrigados no Quintal de São Francisco. Afirmo que animais abandonados reagem igualmente!

Os animais em abrigos, no inverno, ficam mal humorados, mesmo tendo locais cobertos, forrados com jornais, cobertores e “roupinhas”, apresentam maior estresse, se irritam com facilidade e são capazes de não darem atenção às pessoas quando chamados. Os mais idosos demonstram sentir mais dores.

No inverno, alguns cuidados especiais são indispensáveis aos animais moradores de abrigos. A alimentação deve ser mais calórica, portanto se investe mais para alimentá-los, são rações mais caras, ao contrário dos animais que vivem acolhidos em lares onde estão seguros e protegidos que nem percebem o inverno passar.

Outro sintoma que observei, nos invernos, são os pêlos que ficam com menos brilho – os banhos são quase pecados nesse período – mas mesmo com escovação não se visualiza a estética que se apresenta nos períodos mais quentes e iluminados pelo sol. Emagrecem mesmo comendo mais e melhor, é estranho. Precisam de vitamina C e de suplementos alimentares, ficam gripados e irritadiços. Muitos deles gostam da chuva fina, e molhados, a gordura (aquela que protege no inverno e que é retirada nos banhos periódicos dos animais em domicílio) engrossa o pêlo apertando o cheiro nada agradável e que os faz menos simpáticos.

Animais abandonados que experimentam o sentimento da perda e da insegurança, se levados aos abrigos onde não são tratados com individualidade, moram em baias, sem família, sofrem da mesma síndrome (sentimento de solidão) dos animais humanos conforme declara o estudo americano. “... Sentimento que provoca o aumento de dores pelo corpo e os fazem mais fracos, menos resistentes às doenças, desanimados e com sua longevidade prejudicada”.

“O pior do Inverno se passa na indiferença que congela o sentimento de solidariedade”.

Visite os links e veja como cuidar de seus animais no Inverno:

http://www.jornaldosite.com.br/materias/corpo&cuca/anteriores/edicao142/corpocuca142_2.htm

http://blogs.jovempan.uol.com.br/animaisecia/tag/inverno/

Ângela Caruso
Quintal de São Francisco
www.quintaldesaofrancisco.org.br

 
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