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Galileu Galilei PDF Imprimir E-mail
Articulistas - Angela Caruso
25-Jul-2012

[1]Zusman alerta: “É mais fácil criar mísseis inteligentes do que conquistar a inteligência que permite a superação do pensamento maniqueísta”.

Eu digo, os céticos se libertam do bem e do mal e certamente são mais felizes.

 

Toda vez que o homem quis trazer o céu para a terra, fez reinar o inferno (K. Popper)

Aquele que faz, vive, se movimenta, é comprometido e realiza, tem a chance de ser muito mais denegrido na espiral das oposições. Chega a ser odiado pelos maniqueístas.

Do outro lado, aquele que se encolhe, traça a teia do retrógado, invade o mundo dos pseudônimos, desafia a força do construtor e se encosta na tese do “ser melhor”, geralmente é quem assume o posto de denegridor, em nada contribui, sendo facilmente cooptado pelos maniqueístas.

Já o cético, é aquele que intelectualiza as “informações”, e se propõe a melhorar suas perspectivas tanto no coração como nas mãos. O cético tem a consciência que não se obtém nenhuma certeza absoluta a respeito da “verdade” e com cautela adota uma postura intelectual de questionamentos, o que geralmente o faz acrescentar, valorizar, avançar.

Na contrapartida, àqueles que proclamam arrogantemente sua “total oposição” a todo compromisso, toda autoridade, toda organização, toda teoria, toda tecnologia, etc., normalmente não tem nenhuma perspectiva revolucionaria, mãos cruzadas. Digo mais, são inertes, refugam as discussões, partem para ataques pessoais, e são bem menos felizes.

É quase uma verdade (?) a minha visão (intelectual) dos antagônicos comportamentos a que me refiro, no entanto, quero mesmo falar das realizações que oportunamente tenho tido permissão de ver, participar, compartilhar.

De uma agenda positiva (sai de retro a negativa), de um status de êxito.

Antes disso um “parêntese”.

Na minha caminhada esbarrei em bom número de pessoas, ajustei relações de amizade, trabalho, pensamento, cumplicidade, mas procurei me perder de algumas. No geral, daquelas que marcam o corpo e a alma de manchas e escoriações oriundas da invídia[2]...

Ainda preciso confessar ser simpática das “coisas estranhas”, as que fogem um pouco da máxima de São Tomé: ver para crer. Muito me atraem as “energias”, não as tocamos, nem as aprisionamos, só que elas abalam estruturados alicerces, se movimentam estranhamente e promovem mudanças inusitadas. Trazem ventos misteriosos que sopram inesperadamente, se autodeterminam e provocam estragos transformadores, descortinam véus que impedem uma nova luz, cor, forma...

Galileu Galilei, em 1.610, considerado o melhor observador dos equipamentos disponíveis – telescópios - deixou os cientista, filósofos, matemáticos aborrecidos por demais quando aventou que a terra era redonda, e que certos corpos não somente giravam em torno do sol, mas também da terra. Doido esse cara, seus colegas desejaram-no morto. No entanto...

Controverso, pressionado, intimidado, quase recuou, porém, buscou o tempo como aliado e contaminou um colega com a possível verdade (que continuou seus estudos) enquanto escreveu nova teoria filosófica a fim de acalmar o cenário.

Fato é que a terra é redonda!

Estou buscando aqui falar sobre algo que muito tem a ver com o “telescópio da observação” vital, do exercício do pensar, de estudar o que se apresenta, sem pressa, para não ter de formatar o vento.

Não temer a prática de reconhecer os finitos medos, ousar na paz. Como Galileu, permitir o giro dos números, sem sofrer para fechar a equação.

Por qual razão?

Equações que nem sempre fecham mantêm as inúmeras possibilidades de novos exercícios, resultados e prazeres.

Prazer, o que sinto agora em saber que aprendi os ensinamentos a mim disponibilizados e que me transformaram positivamente ao longo da vida. Espero mais sem dúvida!

Quero muito ser um ser melhor devidamente ajustado com as possibilidades de sê-lo. A mim faz bem sentir que pude escolher a minha CAUSA, assim como, hoje, me dou permissão à escolha dos parceiros.

Meu prazer cresce ao ver os momentos em que ousei e outros em que compartilhei da ousadia do outro. Entretanto, quando tive medo procurei não compartilhar, tentei transformar, ainda assim, sem pedir, encontrei socorro e generosidade.

Grata!

Por estar viva, lúcida e capaz.

E por fim, poder consagrar mais uma vitória entre um bom número de vitórias dentro da CAUSA que escolhi para me movimentar e que compartilho com admiração aos indivíduos audaciosos que dela foram inspiração e suor. Parceiros contestadores autônomos de muitas frentes - defensores dos animais – e dos seus genuínos direitos.

O primeiro Hospital Público Veterinário do Brasil está em funcionamento na cidade de São Paulo!

Um devaneio, um sonho, uma idéia, um projeto, um compromisso, uma REALIDADE.

E aos maniqueístas uma só resposta!

 

Angela Caruso

SP 23/07/2012



[1] Dr. José Roberto “Zusman” - Psiquiatra do Instituto de Psiquiatria (IPUB) da UFRJ

[2]  Em Roma, Invídia era o senso da inveja ou ciúme, que podia ser personificada por propósitos estritamente literários, como uma deusa. Os romanos usavam o termo invídia para cobrir o alcance de dois termos gregos — nêmesis (indignação em sucesso desmerecido) e phthonos (inveja). Invídia é um dos sete pecados capitais, e torna-se mais concreta na tardia iconografia gótica e da Renascença.

 
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