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Vacina anti-rábica 2010 – É de Cortar os Pulsos! PDF Imprimir E-mail
Articulistas - Angela Caruso
27-Ago-2010

Agosto de 2010. Século XXI. Período eleitoral. Candidatos “em forma”.
Batidinhas nos ombros, beijinhos em criancinhas, cafezinhos nos bares das esquinas... As “colas” no telepronpter dos estúdios, assessores “babões” apostos. Assim, bem “maquiados” os candidatos lançam mão de seus abrangentes discursos.

Os temas são os básicos complementados dos clichês repletos de falta de imaginação e pobreza de estilo: saúde, segurança, moradia, educação e ($$) projetos sociais. Homens e mulheres trazendo soluções “reais” cujas fórmulas estão devidamente postadas em seus planos de governo e estão convencidos de serem merecedores do nosso “valioso” Voto.  Não devo generalizar e juro que não generalizo.

Neste momento de confusão onde o mais importante personagem – o eleitor – está em estado de total “cegueira” e confusão auditiva, não enxerga e ouve nada,  tantas são as imagens e sons embaralhados que o atingem pela TV, rádio, jornais e abordagens nas ruas, várias situações danosas se dão...

Em São Paulo, por exemplo, conhecida como cidade limpa, o que vemos são milhares de placas coloridas com “caras” e palavras de ordem que não conseguimos absorver quase nada. Acho até que nada mesmo do que querem (se querem) comunicar os candidatos. É aí que me dá vontade de “cortar os pulsos” à frente de situações como esta. Vocês não conseguem avaliar...

Entretanto, Agosto é o mês que acontece, anualmente, a campanha da vacina anti-rábica, coincidentemente este ano em ano eleitoral, de alternância de presidente da república (quer dizer, nem sempre alternância), mas enfim, o Ministério da Saúde, órgão do governo federal resolve comprar uma nova vacina contra a raiva e despencar do planalto central (a decisão, mas as vacinas vieram do Paraná) para os mais de cinco mil municípios com o tal produto cujos “recebedores” tidos como “beneficiários” são os cães e gatos.

Um desastre na saúde pública, político e para a política nacional da saúde!

Tenho ou não de “cortar os pulsos” após receber notícias de óbitos e reações diversas vividas por número expressivo de gatos e alguns cães? Reações que se mantiveram por mais de 24 horas nos “pequenos”, como dores, vômitos, desconforto e febre. Muitos do “povo” promoveram uma corrida noturna aos médicos veterinários a fim de salvarem seus “amigos de verdade” com quem construíram alianças profundas de boa convivência. Os responsáveis pelos animais, não os governo, dispensaram recursos, não previstos, e muitos dormiram ao lado de seus gatos à espera dos sinais de recuperação.

Até aí, uma agitação virtual e telefônica, NADA de manifestações, “notas técnicas” do Ministério da Saúde ou dos órgãos estatais co-responsáveis.

A cidade do Rio de Janeiro saiu na frente com as denúncias e pedidos de suspensão, em seguida São Paulo se alarma com as manifestações de surpresa, incerteza e pânico. A mídia parecia perdida tanto quanto a população. Os proprietários dos animais que sequer foram notificados da decisão de seu “governo” em introduzir produto desconhecido (que carrega a firme, ética e moral proposta de proteger a saúde humana) permaneceram por dias em estado de absoluta ignorância... Por fim, em meio a confusão de informações que afirmavam: a campanha continua... Não deixem de levar seu animal para vacinar... A campanha de vacinação será suspensa... Chega a informação e a nota pública que trouxe o alívio: “está suspensa temporariamente a campanha de vacinação no estado de São Paulo”!

Outra corrida se dava após decisão. A da mídia para saber o que de fato estava acontecendo. Quais as implicações da vacina? Que vacina é esta? Qual o “número” de animais afetados pela vacina? O que representam estes números? Qual é o laboratório? Quais testes? O que deverá para declarar o Ministério da Saúde?

Uma sensação de notícias. Alguns querendo dar a melhor matéria, porém, e na verdade, não se apontou rigorosamente o responsável. Seria receio de alguma coisa? Poderia ser pelo momento político? Ou porque não se mostram responsáveis por quase nada neste período?

E os Animais? Que olhar é este das autoridades? Quem são os Animais dentro do atual conceito de prevenção em saúde cujo princípio se aloja na política nacional da saúde?

Onde estão e como estão os indivíduos Cães e Gatos que convivem em acolhimento social e emocional na comunidade? Serão os animais apenas “coisas” ou seres sencientes muito próximos dos então “especiais protegidos humanos”? Será que não há equivalência de direitos?

Na esperança de ver as respostas das minhas perguntas oferecidas em breve pelas autoridades, também aguardo reação da sociedade que mais uma vez se vê espoliada de seus “pertences” morais como vítimas indefesas. Da mesma forma que os Cães e Gatos habitantes, consumidores e quase cidadãos do nosso esplêndido país foram ofendidos.

Quem sabe se assim o for eu desisto de “cortar os pulsos”.

Angela Caruso
 
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