A A A
A senciência e a defesa dos animais PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
22-Nov-2013
 
Gilberto Pinheiro*
 
A senciência dos animais é fato comprovado cientificamente desde dezembro de 2012.  Um grupo de neurocientistas canadenses, chefiados pelo doutor Philip Low, ao fazer estudos comparados, cotejando o cérebro humano ao de um animal, concluiu e subscreveu um manifesto ao mundo científico que os animais possuem consciência como todos nós.   Inclusive, emoções, sentimentos, o que, na verdade, já se sabia empiricamente.   Agora, há respaldo científco, e Low citou também algo marcante — agora, não poderemos mais dizer que não sabíamos.

Entendia-se, primeiramente, que o córtex cerebral na espécie humana seria o responsável pela consciência.   Mas, depois de reiterados estudos, concluiu-se que as zonas cerebrais responsáveis pela inteligência, memória, bondade são as mesmas entre humanos e animais.

Sabe-se hoje que os animais sentem tristeza, alegria, por outro animal ou ser humano, no caso, seu tutor. O luto animal, por exemplo, pode alterar o comportamento dele, provocando apatia e letargia.

À luz dos fatos e cientes nós destas novidades, haverá imperiosa necessidade de vermos os animais com olhos diferenciados da bondade e do respeito.   Infelizmente, durante milênios, os animais foram vistos como seres de quinta categoria,  a serviço da Humanidade, através da alimentação e do esforço, sempre em benefício de todos nós.

No século 17, René Descartes, proeminente filósofo que cunhou a emblemática frase Penso, logo existo, trazia consigo uma concepção meramente radical e antropocentrista, ou seja, que os animais eram seres mecânicos, desprovidos de dor, portanto, amplamente favorável às pesquisas laboratoriais, como a prática da vivissecção.

Na verdade, essa é uma concepção paradoxal, haja vista que um homem inteligentíssimo, responsável pelo pensamento cartesiano, não poderia pensar desta forma tão cruel e imprudente.   Mais tarde, ao final do século 19, o fisiologista francês Claude Bernard definiu-se amplamente favorável a esta prática,  possuindo no sótão de sua casa um biotério para estes fins, vivissecionando os animais. Sua esposa e filha, não suportando mais os gritos dos animais, abandonaram-no, mudando-se de residência e criando a primeira instituição francesa na defesa dos animais.

Hoje, finalmente, sabemos que os animais começam a ser vistos com mais respeito, principalmente, por parte de nossa sociedade, e, inclusive, a cada dia que passa, novos adeptos e simpatizantes da causa em sua defesa surgem, aumentando o contingente de pessoas defensoras dos animais. Os governantes, a partir de agora, terão que atender ao clamor popular a favor dos animais, defendendo leis mais rígidas, em substituição à atual, tão incipiente e não punitiva para crimes de maus-tratos.

No momento a lei que ampara e protege os animais, no caso Lei federal 9.605/98, artigo 32, ainda é tímida, superficial, incipiente, não punindo os que mutilam, abandonam, maltratam os mesmos.Todavia, com a reverberação da causa animal no Brasil, comissões na defesa dos animais surgem a todo instante e, aqui no Rio de Janeiro, temos a CPDA/OAB, Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, assim como comissões da Alerj e Câmara Municipal. No Brasil são aproximadamente 3 milhões os animais abandonados nas ruas da amargura.  Contudo, estamos nos fortalecendo para debelar o incêndio da omissão na defesa desta causa.

* Gilberto Pinheiro, jornalista, é defensor dos animais e ex-apresentador de programas de rádio web dentro da Universidade Candido Mendes.
 
 

 
 
 
< Anterior   Próximo >

Gostou? Compartilhe em sua rede social.

Escolha o Idioma

Veja também

Nossas Lutas
Aconteceu
Utilidade
Direito Animal
Cyberativismo
Textos
Fatos Reais
Websites e Blogs
Curiosidades
Galeria

Anunciantes

J_Adore_Mes_Amis_Le_Bidou
 
 
Roberto Roperto - Pizzas Vegetarianas
Nova pagina 1

Mantenha-se atualizado

Escolha como deseja se comunicar conosco ou receber as nossas notícias e informações. Estamos no Facebook, pode ser também pelo RSS FEED clicando ao lado direito, pelo TWITTER, no nosso BLOG ou então pelo nosso Grupo no YAHOO. Quer assistir alguns vídeos interessantes, acesse o nosso Canal no YouTube. Não será por falta de opções que você ficará desinformado. Não é mesmo?

Direitos Reservados - Tribuna Animal