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Animais silvestres invadem ruas e surpreendem população no DF PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
27-Nov-2014
 
Capivara, cobra, jabuti... Pelo menos oito capturas foram feitas na quinta-feira (27)

Luís Nova
Os animais silvestres resolveram passear pelas ruas do Distrito Federal. Neste mês,  80 bichos do Cerrado  foram encontrados em diversas regiões. Apenas ontem, o  Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) capturou pelo menos oito animais silvestres: três cobras; um porco-espinho adulto, de 6kg; dois jabutis; um pássaro socozinho e uma capivara, de aproximadamente 60 kg.

Moradores do Guará II foram surpreendidos pela presença da   capivara adulta. O animal apareceu logo cedo e se escondeu na marquise de uma casa. Ali, ela foi espantada por um cachorro e correu até um edifício próximo. Moradores acionaram  a polícia, que capturou o animal por volta das 9h.

 “Acordei umas 6h com os cachorros latindo no portão. Fui ver o que era  e encontrei a capivara. Ela se assustou e atravessou a rua em direção ao bloco. Acho que tinha uma machucado nas costas”, conta a aposentada Irene Lopes, 69 anos.

O supervisor de segurança  Lázaro Gaspar Oliveira, 48 anos, estava entrando no serviço quando se deparou com o animal silvestre. “Liguei para o Corpo de Bombeiros, que não apareceu. Moradores ficaram tirando fotos, o que o assustou. Ele estava no começo do prédio e fugiu até a entrada F, no meio, onde foi capturado”, relata.

De acordo com a Polícia Ambiental, o animal provavelmente veio das proximidades do Córrego do Guará, a aproximadamente 2 km  dali. As  invasões   e o desmatamento fazem com que animal fique sem condições de se manter. “Há dois fatores que fazem o animal vir para as cidades: a busca por comida ou a procura por abrigo, por causa da chuva. O habitat deles está sendo invadido  e depredado”, explica o 1º Sargento Moreckson, do BPMA.

Cobra na papuda

Já as três cobras   encontradas  ontem estavam, respectivamente, no Lago Norte,   dentro do Complexo Penitenciário da Papuda e na Cidade do Automóvel. Em ambas as ocorrências, ninguém ficou ferido.

Um filhote de cobra, de aproximadamente 35 centímetros, estava em uma construção na QL 1 do Lago Norte. Um operário trabalhava no canteiro quando encontrou o animal. “Eu estava tirando umas telhas e ela estava embaixo, toda enrolada. Um dos trabalhadores  a pegou   pelo rabo e colocou na garrafa PET”, conta o auxiliar de pedreiro  Wallisson Alves Gomes, 21 anos.

Outras visitas inesperadas
 
Em reportagem do dia 23 de setembro, o Jornal de Brasília mostrou que 909 animais silvestres tinham sido resgatados em áreas urbanas até aquele momento. As apreensões foram feitas pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).
 
No dia 28 de outubro, uma jiboia de aproximadamente 1,5 metro foi encontrada  no Templo Budista de Brasília, na Asa Sul. Já no dia 15 de setembro, uma cobra sucuri foi capturada em uma fazenda na zona rural de Luziânia (GO), na Região Metropolitana do DF. O animal tinha seis metros de comprimento.
 
Em 18 de setembro, um filhote de gavião foi achado dentro de um restaurante, em Sobradinho. O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros.
 
Em agosto, um lobo guará morreu após ser atropelado na descida do Colorado. Outro também foi capturado no estacionamento de um bloco da  104 Sul. O animal foi filmado pelos moradores da região. No vídeo, ele parece acuado entre os carros.
 
Equipe preparada para a função
 
Um porco espinho de aproximadamente um metro foi encontrado dentro de uma casa no Condomínio Jardim do Lago, no Setor Habitacional Jardim Botânico. O animal estava no fundo do terreno de uma residência. Visivelmente assustado,   foi resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).
 
O 1º sargento Pinheiros, do BPMA, explica  que a equipe de policiais possui   treinamento e   equipamentos necessários para fazer as capturas sem grandes problemas.  O policial militar ressalta que nesses casos a população deve ligar para o 190, para não se arriscar na tentativa de resolver o problema por conta própria.
 
Ele participou da apreensão da capivara, no Guará. “A população  deste animal está muito grande. Quando um sai do seu habitat, ele perde o rumo e fica acuado. Se alguém se deparar com um bicho desse, a recomendação é se afastar, pois ele pode morder e causar vários danos para as pessoas”, afirma.
 
Destino
 
Todo animal capturado é avaliado por especialistas e posteriormente encaminhado para o meio ambiente, caso esteja em boas condições de saúde. “A capivara será levada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-Ibama), onde vai passar pelo veterinário e posteriormente será reintroduzida ao seu habitat natural”, explica o sargento Pinheiros.
 
Do tratamento à readaptação
 
No Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-Ibama), o bicho dispõem de todo tratamento voltado à sobrevivência. “Os animais que chegam ao Cetas recebem um primeiro diagnóstico para saber se possuem condições ou não de retornar à natureza. Eles são avaliados por veterinários, também fazem exames para saber se estão ou não doentes,  e são tratados”, explica, por meio da assessoria, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 
Os animais  que não possuem condições de voltar ao habitat natural  são destinados para os parceiros do instituto - zoológicos e criadouros científicos, entre outros. Há um procedimento padrão para que o animal seja solto no meio ambiente.
 
Ambientação
 
Quando os bichos estão preparados para soltura, o Ibama os leva   até a área destinada. Muitas vezes, há um período de ambientação, em que os animais são deixados na gaiola ainda fechada, mas no local da soltura. Depois desta fase, que dura alguns dias, a porta é aberta. Durante algum tempo, a gaiola ainda é mantida aberta e ali é colocada comida, para que os animais se sintam seguros explorando o novo local. Após algum tempo, quando os bichos já estão adaptados, a gaiola e a comida são retiradas.
 
Saiba mais
 
O Batalhão de Polícia Militar Ambiental do DF é responsável por capturar animais silvestres nas cidades e coibir crimes contra o meio ambiente - desmatamento, assoreamento, entre outros.
 


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
 

 
 
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