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Noticias - ANIMAIS - BRASIL
28-Mai-2014
 
20 araras-canindé foram soltas, na manhã de ontem, pelo Ibama na região da cidade de Aragoiânia

DIÁRIO DA MANHÃ
Retornaram ontem à liberdade 20 araras-canindé (Ara ararauna). Elas foram soltas pelo Ibama no município de Aragoiânia, que fica a uma hora de Goiânia, na Fazenda Cachoeirinha, cujos proprietários são parceiros do instituto desde 2006. As aves são oriundas de apreensão de tráfico e de entregas voluntárias e 19 vieram do Rio de Janeiro, onde passaram por treinamento de voo para fortalecimento muscular e exames clínicos que atestam sua saúde.

Segundo a diretora de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFlo), Hanry Alves, o número de animais devolvidos à natureza ou encaminhados a criadouros conservacionistas aumentou de 50% para 68%. "Este é o verdadeiro resultado de todo o processo que a gente faz no Ibama: o momento em que o bicho volta para a natureza", disse.

Na soltura branda, como é conhecida, o viveiro fica como ponto de apoio durante alguns dias, enquanto os animais reconhecem a área. "Deixamos comida do lado de fora e vamos diminuindo, pois isso a leva a procurar sua alimentação na mata", informou o chefe do Centro de Triagem de Animais Silvestres da Superintendência do Ibama em Goiás (Cetas/GO), Luiz Alfredo Lopes. As araras estão no viveiro de soltura desde a semana passada para adaptação ao local. Luiz disse também que araras da região já se aproximaram e estabeleceram contato.

Parceria

A Fazenda Cachoeirinha é grande parceira do Ibama tanto na soltura como no cuidado de animais silvestres. A área já recebeu mais de 1.400 animais, a maioria pássaros e psitacídeos. A proprietária, Elizabeth Guimarães, deixou o emprego em um banco para se dedicar aos bichos. É para lá que o Ibama encaminha os filhotes de tamanduá-bandeira recolhidos ao Cetas/GO cujas mães morreram atropeladas. "Não tenho amor de apegar. Meu amor é e soltar os bichos", falou Elizabeth. Ela não permite que os animais em sua propriedade tenham um contato muito grande com humanos, para que não se acostumem e, quando soltos, sejam facilmente capturados.

"É importante as pessoas saberem que os animais devolvidos à natureza conseguem se readaptar e voltar a ter suas funções ecológicas normalizadas, como procriar", informou o chefe do Setor de Fauna do Ibama/GO, Leo Caetano. Ele critica as pessoas que dizem tratar os animais silvestres como filhos mas cortam as asas e os mantêm longe de seus companheiros. Ele informou que as araras, por exemplo, chegam a voar 10 quilômetros por dia, são seres que gostam de companhia de outras araras e mantêm um relacionamento monogâmico. "Em cativeiro, elas não voam e, normalmente, ficam sozinhas", falou.

A reabilitação será monitorada. As araras receberam tinta atóxica no peito, que sairá nas próximas chuvas, e todas possuem microchip ou anilha para que pessoas que irão acompanhar o processo de reintrodução dos psitacídeos na natureza possam analisar seu comportamento.
 
 

 
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