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Campinas/SP: Manifestação em defesa da vida das capivaras PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
14-Fev-2011

Apesar da autorização do Ibama para a eutanásia, atendendo a pedido da Secretaria de Saúde de Campinas, o prefeito Hélio quer outra solução para o problema

Adriana Leite

Manifestantes durante ato em frente à entrada do Lago do Café - (Foto: Carlos Sousa Ramos/AAN)
Manifestantes durante ato em frente à entrada do Lago do Café
(Foto: Carlos Sousa Ramos/AAN)

O prefeito em exercício de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), começa nesta segunda-feira (14/02) a articular alternativas para evitar o abate das capivaras que  estão confinadas há dois anos no Lago do Café. Apesar da autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a eutanásia, atendendo a pedido da Secretaria de Saúde de Campinas, o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) determinou, no sábado, a suspensão da medida e a busca de outro caminho para resolver o problema. Vilagra deve conversar hoje com o secretário de Saúde, José Francisco Kerr Saraiva, para tratar do assunto.

No domingo, um grupo com cerca de 50 pessoas participou de uma mobilização na frente do parque defendendo a vida dos animais e pedindo que outras ações sejam tomadas como opção ao sacrifício dos roedores.

Vilagra, que passava pelo local no momento da manifestação, garantiu ao presidente do Conselho Municipal de Defesa e Proteção dos Animais, Flávio Lamas, que irá sentar com as entidades para que elas participem da discussão sobre o destino das capivaras. A descoberta de que o governo municipal pretendia abatê-las como forma de eliminar carrapatos-estrela infestados com a bactéria Rickettsia rickettsii, que provoca a febre maculosa, e tem o animal como um dos hospedeiros, gerou revolta dos ambientalistas e provocou a decisão do prefeito de Campinas de suspender o abate. Nos últimos três anos, foram registrados quatro casos da doença contraídos no Lago do Café, com três mortes. No município, desde 1999, já foram registrados 23 mortes em decorrência da febre maculosa.

“Vamos buscar uma solução para o problema dialogando com especialistas, agentes do setor da saúde, o secretário de Saúde de Campinas, ambientalistas e outras pessoas que possam ajudar nesse processo. O prefeito suspendeu o abate e solicitou que encontrássemos outras formas de resolver a situação. Não podemos esquecer que há o envolvimento de vidas humanas. Temos que eliminar os carrapatos, que são os causadores da febre maculosa”, disse o prefeito em exercício. Ele confirmou que hoje terá um diálogo com Saraiva para discutir a questão das capivaras do Lago do Café.

Mobilização

Flávio Lamas afirmou que as entidades querem participar da discussão sobre os problemas enfrentados no parque. “Acreditamos que existem outras soluções para a questão do Lago do Café. Queremos contribuir para isso. Não é preciso matar as capivaras. Nossa proposta é que a Prefeitura analise o ciclo do carrapato para eliminá-lo. Ele é que transmite a doença. Uma alternativa para evitar que os carrapatos façam das capivaras as suas hospedeiras é desinfectá-las toda semana com um carrapaticida com piretroide, que não causa problemas à saúde humana e nem à animal. Os machos serão castrados para evitar a procriação das capivaras”, comentou.

Os representantes das entidades que defendem a vida animal apontaram que há experiências em outras partes do País que já mostraram eficácia por meio de manejo das capivaras e das áreas que apresentaram a presença do carrapato com a bactéria. Eles lembraram que, mesmo a realização do abate dos roedores, não significaria que o parque estaria livre dos carrapatos. Os representantes apontaram que existem outros hospedeiros e que seriam necessárias outras ações para solucionar a situação e permitir que a área pudesse ficar aberta à visitação pública. “Nós acreditamos que se a área se transformasse em uma reserva seria um excepcional campo de estudos para técnicos e cientistas”, defendeu Lamas.

Prós e contras

A professora aposentada Adelazir Drago afirmou que é necessário resolver a situação, pois há anos a população que mora perto do Lago do Café, próximo à Lagoa do Taquaral, convive com o problema. “Sou a favor de uma solução. Se o caminho for a eutanásia dos animais, deverá ser feito isso. Se há outra alternativa, que ela seja implantada com urgência. Não dá mais para esperar. Não dá também para continuar os dois lados, governo municipal e ambientalistas, brigando sem que se encontre uma solução”, comentou.

http://www.rac.com.br/noticias/campinas-e-rmc/75402/2011/02/14/manifestacao-em-defesa-da-vida-das-capivaras.html

 
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