Manifestantes de diversas ONGs de proteção aos animais foram a São Roque (SP) protestar contra o Instituto Royal, que utiliza cães da raça beagle em testes para a indústria farmacêutica.
Recentemente, o Ministério Público recebeu uma denúncia dizendo que ocorrem maus tratos no local.
Análise: É difícil achar um cientista que diga ser possível fazer pesquisas sem animais
O "comboio" saiu da avenida Paulista, no centro da capital, para percorrer 70 km até São Roque, onde se encontrou com ativistas locais.
Percorreram o centro da cidade com carro de som, empunhando cartazes e bandeiras com críticas ao instituto e aos testes em animais (vivissecções).
Após a passeata, o grupo, de cerca de 200 pessoas, foi até o portão da empresa, onde quatro seguranças estacionaram o carro em frente ao portão de entrada para evitar arrombamentos.
AMEAÇAS
Manifestantes afirmaram ter sido ameaçados pelos seguranças. Segundo eles, os funcionários disseram que atirariam caso alguém forçasse o portão.
Após alguns momentos tensos, os ativistas passaram a gritar palavras de ordem e a se referir à companhia como "assassina", criticando seus trabalhadores por serem cúmplices nos maus tratos.
Alguns, mais exaltados, chamavam os seguranças de covardes e diziam que não seriam eles que iriam impedir um grupo de 200 pessoas de entrar no lugar.
Ao final, cartazes com fotos de beagles mortos após testes foram colados no portão do instituto. Os manifestantes fizeram um minuto de silêncio, rezaram pelos animais e prometeram que aquela seria apenas a primeira visita ao local.
Ao fundo, era possível ouvir os latidos dos cerca de 66 cães, que frequentemente não chegam a um ano de vida e sofrem com o estresse do confinamento.
MAL DESNECESSÁRIO
De acordo com um dos líderes da manifestação, Benedito Correa, membro do Greenpeace e protetor animal, a vivissecção, embora legal, deve ser questionada por impor um mal desnecessário aos animais.
"O objetivo é mobilizar as pessoas de São Roque e alertá-las do que está acontecendo."
Para um dos organizadores do evento, George Guimarães, da ONG Veddas, o protesto vai além da denúncia pontual feita ao Ministério Público, questionando a necessidade dessas práticas em animais.
"Nós colocamos o problema. Discordamos da vivissecção e queremos que ela pare. Agora, não temos que dar a resposta, os cientistas é que devem encontrar alternativas viáveis para os testes", disse.
O Instituto Royal está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo, que recebeu denúncias de maus-tratos aos animais nos canis do local.
Os cães estão em abrigos inadequados, de acordo com o promotor responsável pelo caso.
OUTRO LADO
O instituto Royal diz que segue todos os protocolos nacionais e internacionais voltados para pesquisas com animais em laboratórios.
...em um ano, para que se possa avaliar os efeitos dos remédios nos órgãos. Ao menos 66beaglessão mantidos em canil. "Recebemos a denúncia de que esses animais...
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