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Jundiaí vai às ruas por animais e Serra do Japi PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
06-Ago-2012
 
Mais de mil pessoas levaram cachorros em manifestação por mais serviços e um grupo voltou a Serra do Japi

JOSÉ ARNALDO DE OLIVEIRA
Com o domingo marcado por bichos ocupando a avenida e por pessoas “invadindo” uma cachoeira na serra, Jundiaí tem moradores mostrando preocupação com temas como o abandono de animais domésticos e com as normas de visita a cachoeiras e trilhas naturais.

Na manifestação mais numerosa, na avenida 9 de Julho, mais de mil participantes, muitos levando seus cachorros (até uma cabra foi avistada), pediram mais serviços públicos para a questão dos animais abandonados.

“É uma questão de saúde pública. Os animais não têm voz, então precisamos falar por eles. As entidades de protetores não suportam mais essa demanda”, comenta a estudante Flávia Curado, 28.

A passeata, entre a cancha sob o viaduto da avenida Jundiaí e a rua Eduardo Tomanik, foi organizada pelas entidades Uipa, SOS Animais Abandonados e Orfangatos, que juntas cuidam de quase 1 mil animais.
Para a especialista em direito ambiental Márcia Carneiro Leão, uma resposta ao problema exige  um centro de acolhimento, uma campanha permanente de castração e adoção, uma unidade de atendimento 24 horas e a educação sobre posse responsável.

Alguns desses pontos já são previstos para o funcionamento do Cobema (Coordenadoria de Bem-Estar Animal), criada há dois anos pela administração municipal. Mas para os participantes do ato ainda não é suficiente. “Falta estrutura, eles não castram os animais, não fazem o resgate e nem abrigam aqueles que foram  abandonados”, diz Ana Karina Negreiro, 32.

Equilíbrio delicado / Em meio ao grande movimento de bicicletas no acesso da Serra do Japi do bairro de Santa Clara, um grupo de dezenas de jovens realizou também ontem uma manifestação de “invasão” da cachoeira de Morangaba,  repetindo outro evento realizado no mês de março e articulado nas redes sociais pelo grupo autodenominado “Em Prol de Uma Cidade Melhor”.

A divisão florestal da Guarda Municipal acompanhou toda a manifestação, que teve como ponto alto a leitura de uma mensagem curta onde se dizia que o objetivo não era meramente entrar na cachoeira, mas “a cobrança aos nossos representantes de que preservação não é apenas um problema técnico, mas estudar meios de abrir as cachoeiras à visitação em condições adequadas e a conscientização das pessoas”, como diz o texto.

A defesa da preservação da Serra do Japi é uma causa comum aos participantes. “Ninguém acha que é simples, mas os jundiaienses precisam conviver com a serra. Talvez pudesse haver algo como uma carteirinha vinculada a um curso de conscientização”, diz o educador físico Cleverson Perez, 29, que se especializou em esportes radicais.

A cachoeira de Morangaba foi desapropriada pela administração municipal em 2007. Desde março uma placa informa que será reaberta “em breve, com monitoria” mas o estudo sobre as regras ainda não foi concluído.

Serra do Japi volta aos estudos técnicos
O trabalho conjunto dos conselhos do Meio Ambiente, da Serra do Japi e do Plano Diretor está com retorno previsto para a manhã de terça-feira. Mas entidades ligadas ao setor afirmam que uma mudança da lei deve ocorrer apenas depois das eleições deste ano.

382
é o número de animais gerados por uma única gata de rua não castrada em três anos, com duas ninhadas anuais, alerta a Orfangatos.  

Ato de sensibilidade
A professora Marcela Pompermayer, 28, diz que o número crescente de pessoas preocupadas com os direitos animais “é algo maravilhoso”.

Crianças mostram que o cuidado com o meio ambiente surge desde a infância

A  soltura de diversas espécies de pássaros silvestres foi motivo de festa na escola municipal Duílio Maziero, na sexta-feira, que teve um ponto alto com uma estudante perguntando a todos os outros se deveriam salvar  o planeta e todos respondendo em conjunto “sim, sim, sim”.

O trabalho na escola do bairro da Toca, que tem ONGs educativas na primeira e na quinta série, atraiu a parceria da Associação Mata Ciliar com o projeto “Águas do Piracicaba”, realizado em vinte cidades com apoio da Petrobrás. Para a professora Flávia Rodrigues o trabalho já fez crianças conscientizarem seus pais.
 
 

 
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