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No Recife, oceonógrafa alerta sobre o risco do lixo para espécies marinhas PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
25-Fev-2013
 
Tempo de decomposição do plástico pode chegar até mais de 100 anos.
Praia Limpa conscientiza sobre impacto ambiental do acúmulo de lixo.

Do G1 PE
Encontrar paletas de picolé, embalagens e restos de alimentos na praia já se tornou comum no cotidiano dos banhistas. Tanto o crescimento do comércio na orla marítima como o desenvolvimento urbano são aspectos que contribuem para o acúmulo de dejetos na área que, além de prejudicar o bem estar dos frequentadores, causam sérios riscos aos animais marinhos.

Toneladas de lixos chegam ao mar diariamente, vindo do continente (rios), da praia, sem contar o lixo despejado pelas embarcações comercias e provenientes do lazer. O tempo de decomposição de um objeto de plástico, podendo variar de acordo com as condições do ambiente em que se encontra, chega até mais de 100 anos, semelhante ao do metal. Esses materiais permanecem no meio ambiente, arriscando a vida das espécies marinhas.

A oceanógrafa e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Mônica Ferreira da Costa explica que o plástico, após ser descartado no mar, resseca e passa por um processo de fragmentação, se transformando em pequenos pedaços, que chegam a ter milímetros ou micrômetros. Essas peças fragmentadas, conhecidas por microplásticos, geram consequências físicas aos animais marinhos. “Ao ingerir algum elemento de metal, plástico ou vidro, peixes, tartarugas, e outros tipos de animais, estão sujeitos a sofrerem problemas digestivos, como perfurações internas. Os microplásticos causam feridas sérias nos órgãos deles, que podem vir a necrosar, matando o animal em médio ou longo prazo”, explica Mônica.

Além dessas consequências, a oceanógrafa também alerta sobre as implicações químicas que esses animais podem sofrer. “O plástico descartado no mar carrega uma quantidade de poluentes orgânicos e, consequentemente, o organismo da tartaruga, por exemplo, extrai esses poluentes, que podem ser levados para os ovos durante a reprodução”.

O "Praia Limpa" surgiu com o objetivo de conscientizar a população sobre o impacto ambiental do acúmulo de lixo nas praias. O projeto conta com a distribuição de sacolas plásticas biodegradáveis entre os banhistas da orla de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, focando na redução do descarte do lixo na área e a preservação do meio ambiente. “O projeto está deixando a nossa praia limpinha e todo mundo acaba querendo participar para preservar o meio ambiente”, disse a banhista Natasha Santiago.
 
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