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Polêmica no tratamento de cães com leishmaniose PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
09-Mai-2013
O Globo
Rio continua seguindo portaria, derrubada na Justiça, que proíbe o uso de medicamento criado para humanos

Waleska Borges
Dona de uma cachorrinha de um ano, uma aposentada moradora da Zona Oeste - que pediu para não ser identificada - foi surpreendida no ano passado quando o animal foi diagnosticado com leishmaniose visceral, doença transmitida pela picada do mosquito-palha. Depois de tentar, sem sucesso, tratar a cachorra na veterinária habitual, ela buscou ajuda na internet. Na clandestinidade, conseguiu um veterinário e o remédio importado da Espanha para fazer o tratamento - já que a portaria ministerial 1.426/2008 proíbe a utilização de produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura para tratar cães com leishmaniose visceral. Só que em janeiro uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, declarou a ilegalidade dessa portaria. Mas, apesar da liberação do tratamento de leishmaniose com qualquer tipo de medicamento em todo o Brasil, a prefeitura do Rio - que este ano identificou 51 casos suspeitos de leishmaniose visceral em cães, todos na Zona Oeste - continua seguindo a determinação da portaria. O município argumentou não ter sido comunicado oficialmente da decisão da Justiça. Há presença confirmada do mosquito transmissor da doença em Campo Grande. De acordo com a prefeitura, a comunicação dos casos é compulsória ao serviço oficial de saúde. Mas não informou quantos casos de leishmaniose visceral em cães foram registrados na cidade. A polêmica também atinge a classe veterinária. Enquanto o Conselho Federal de Medicina Veterinária diz que o tratamento da doença em animais oferece risco à saúde da população, alguns profissionais comemoram a derrubada da portaria. - Sou a favor do direito ao tratamento do animal, que é um ser vivo. Seus responsáveis têm obrigação de tratá-lo. Hoje, as pessoas que não querem sacrificar o animal procuram tratamento e não encontram. Muitas buscam soluções na internet - afirmou a veterinária Andréa Lambert, presidente da Associação Nacional de Implementação dos Direitos dos Animais (Anida). A ação que levou à derrubada da portaria foi movida pelo Abrigo dos Bichos, em Mato Grosso do Sul. Segundo seu autor, o advogado Wagner Leão do Carmo, a decisão é de âmbito nacional e aplicação imediata. Ele disse ainda que a Justiça Federal entendeu que a portaria extrapola os limites da legislação que regulamenta a garantia de livre exercício da profissão de veterinário, assim como das leis de proteção do meio ambiente. - Não é matando os cães que vamos eliminar a leishmaniose, e sim prevenindo, limpando os terrenos, as casas e eliminando os vetores. O dono do animal deve ter a opção do tratamento, como ocorre na Europa - afirmou ele.
 

 
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