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Trânsito de carroças será proibido a partir de setembro em Porto Alegre PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
21-Jan-2016
 
Carrinhos e carroças só serão permitidos na zona rural e ilhas da capital.
Menos de 20% dos recicladores já pediram indenizações por veículos.


Guacira Merlin - Da RBS TV
O trânsito de carroças e carrinhos nas ruas e avenidas de Porto Alegre será completamente proibido até setembro. Esse tipo de veículo só terá permissão para transitar na zona rural e nas ilhas da cidade.

O número de condutores que já aderiu ao programa de inclusão no mercado de trabalho, que começou há quatro anos, ainda é pequeno. Cerca de 1.305 chefes de família conduzem carroças ou carrinhos na capital, segundo a Prefeitura. Até agora, apenas 245 aceitaram trocar os veículos pelas indenizações de até R$ 1.500. Número que representa menos de 20% do total.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) promete intensificar a fiscalização até setembro (veja vídeo acima). A intensão do órgão é fazer valer a lei já em fevereiro, para quando a nova legislação entrar em vigor não haja mais carroças nas ruas de Porto Alegre. Quem burlar, será penalizado com o recolhimento da carroça, carrinho e cavalo, avisa a EPTC.

Quem entra no programa também é indenizado ao entregar carroça ou o carrinho. Os cavalos entregues, ou recolhidos por maus tratos, são levados para o abrigo do órgão, onde recebem tratamento e são encaminhados para doação. Segundo a Prefeitura, até o final de 2016, o programa “Porto Alegre Para Todos” terá recebido um investimento total de R$ 18 milhões.

Andréia trabalhou com um carrinho durante três anos. Ao saber da proibição, ela entrou no programa de inclusão “Porto Alegre Para Todos”. Hoje, trabalha em um galpão de reciclagem e diz que prefere assim. Mas admite que não é fácil se adaptar.

Andréia prefere trabalhar em um galpão de reciclagem (Foto: Reprodução/RBS TV)

Andréia prefere trabalhar em um galpão de reciclagem (Foto: Reprodução/RBS TV)
Andréia prefere trabalhar em um galpão de reciclagem (Foto: Reprodução/RBS TV)
“Na rua, tu é livre, não tem esse problema. Tu vai faz o teu horário, faz teu trabalho, faz o que tu quer”, diz. Andréia pensa que a liberdade é o que cria a resistência para deixar de buscar o sustento da família pelas ruas. “Tem muita gente que trabalha ainda com carrinho, e com carroça. Não se acostumaram. A renda é mais para eles, né”, complementa.

A técnica social Juliana Medeiros foi quem ajudou Andréia. O trabalho dela é abordar e encaminhar os carroceiros para qualificação e ingresso em outra atividade. Cerca de 570 pessoas já realizam cursos como artesanato e alfabetização.

“Tem aumentado a procura com a proximidade da proibição. Mas a gente observa que tem pessoas que resistem, que tem ideia de que de repente a proibição não vai acontecer ou que vai ser prorrogada”, analisa Juliana.
 
 
 
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