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Vida do Bicho-Preguiça ameaçada pelo homem PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
18-Ago-2011
 
Cuidar de bichinhos não é tarefa simples e requer muita disciplina, dedicação e compromisso. A bióloga Andreza Ferreira e a veterinária Luíza Araújo trabalham juntas no Museu Emílio Goeldi e dividem a paixão pelo ofício e pelos animais. A dupla se dedica a cuidar das espécies estudadas no Museu, entre elas as preguiças, que são, junto com as aves, os animais que mais são doados para o parque zoobotânico.

No Centro de Preguiças é comum que a própria população faça as doações dos animais encontrados, assim como o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). “Cerca de 60% dos animais doados para o museu são preguiças, mas desses animais trazidos para cá apenas 40% sobrevivem”, diz a bióloga Andreza Ferreira. Ela explica que fatores como a própria falta de conhecimento sobre os hábitos alimentares desses animais são causadores da mortalidade. “São animais muito frágeis, que não devem ser criados em casa. Além da alimentação restrita, há também a alta incidência de problemas respiratórios”, ressalta Andreza. Ela diz ainda que no Centro de Preguiças as sobreviventes passam por processos de readaptação ao meio ambiente. “São animais que nunca foram criados como deveriam. Vão sendo ensinados, aos poucos, a subir nas árvores e procurar alimentos, mas algumas delas jamais conseguem se adaptar” lamenta.

Os animais entregues aos cuidados das moças chegam, em sua maioria, bastante debilitados, devido às situações a que são expostos. “Muita gente acha que sabe criar uma preguiça. Acaba tratando como se fosse um animal de estimação, mas dessa forma só prejudica o bicho”, lamenta Luíza Araújo, que nos sete meses de trabalho no museu já viu pelo menos 15 preguiças serem entregues ao Centro. “Grande parte desses animais doados ainda é muito pequena. Algumas pessoas matam a mãe para comer e acabam ficando com o filhote”, diz Luíza.

No início desta semana, o Centro recebeu um filhote de preguiça que teve cortadas as garras da pata dianteira direita. “Esse filhote está muito debilitado. Se vier a sobreviver vai ter que se adaptar à mutilação”, lamenta a veterinária. “Cortar as garras desse animal é a maior crueldade que se pode cometer contra a espécie. Além de muito duras, o que dificulta o corte, as garras são mecanismos de defesa e possuem veias que vão até a sua extremidade. O corte acarreta hemorragia nos animais e as garras não voltam a crescer”, adverte a veterinária.

No caso dos filhotes, cuidados são redobrados

São cerca de 150 preguiças no parque zoobotânico, entre Comuns e Reais, espécies que se diferenciam pelos dedos, dois e três, respectivamente. “Esse número é bastante relativo, pois não temos o controle da reprodução da espécie, devido a características como viver na copa das árvores, o que nos dificulta catalogar um número exato”, explica Luiza Araújo.

Já as que chegam por meio de doações, que em geral são filhotes, necessitam de cuidados mais que especiais.

“São como bebês, precisam de alimentação com pequenos intervalos de tempo, entre duas e três horas”, conta Andreza, que admite que a dedicação com os bichos é tão grande que por vezes extrapola o ambiente do museu. “Quando chegam com menos de dois meses, precisam de cuidados redobrados. Assim a gente acaba levando para casa para que não fiquem sozinhos no centro”, admite a bióloga. Uma característica das preguiças é carregarem os filhotes até os oito meses de idade. Para suprir essa carência, a dupla acabou criando um mecanismo de “carinho”. “Como elas sentem a falta da mãe, a gente traz bichos de pelúcia para que essa falta seja suprida, ainda que de maneira artificial”, conta Luiza. (Diário do Pará)
 

http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-140171-VIDA+DO+BICHO-PREGUICA+AMEACADA+PELO+HOMEM.html

 
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