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Apreensões de presas de elefantes registram recorde em 2011 PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
30-Dez-2011
Por O Globo ( Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email ) | Agência O Globo
As apreensões de presas de elefantes atingiram um recorde este ano, o que indica um grande aumento na caça ilegal na África para atender a demanda da Ásia por marfim para uso em joias, informou a Traffic, ONG que monitora o comércio ilegal de produtos animais. Segundo a organização, 2011 registrou pelo menos 13 apreensões de grande escala de mais de 800 quilos de marfim cada, mais que o dobro do recorde anterior de seis em 2010.

"Uma estimativa conservadora do peso do marfim confiscado nesta maiores apreensões é de mais de 23 toneladas, o que representa cerca de 2,5 elefantes, provavelmente mais", diz comunicado da Traffic.
Tom Milliken, que gerencia o sistema de informação de comércio de elefantes da Traffic, sediado no Zimbábue, afirmou que este foi o pior ano que já viu nas mais de duas décadas que os dados sobre o tráfico de marfim estão sendo registrados. De acordo com ele, o aumento da caça e comércio ilegal é resultado dos investimentos chineses para assegurar recursos minerais e de energia na África para alimentar sua economia.
- Atingimos um ponto na história da África em que há mais asiáticos no continente do que em qualquer outro momento. Eles têm contatos com os mercados consumidores e agora estão na fonte (do marfim) - destacou. - Isso tudo está se traduzindo em um ataque aos elefantes e outros animais selvagens.
Segundo Milliken, parte do marfim que chega ao mercado ilegal pode estar vindo de estoques de governos africanos de apreensões anteriores, mas dados de outras organizações também indicam um aumento na caça ilegal de elefantes.
- Os dados do comércio sugerem que milhares de elefantes estão sendo mortos todos os anos, com a África Central brutalmente afetada, especialmente da República Democrática do Congo - disse, acrescentando que a caça ilegal também ocorre no Zimbábue, Zâmbia, Norte do Moçambique, Tanzânia e Quênia.

A abolição global do comércio de marfim em 1989 não parou a matança de elefantes na África e eventuais leilões dos estoques de material apreendido pelos governos africanos foram permitidos desde então. A maior parte do marfim vai para a China e a Tailândia, diz a Traffic, onde é usado em joias e em esculturas.

A população mundial de elefantes é estimada entre 400 mil e 700 mil exemplares. Em alguns países africanos como Botsuana existem grandes e crescentes populações, e na África do Sul já começa a surgir preocupação de que o número de elefantes aumentou tanto que eles se tornaram uma ameaça ao ambiente das reservas fechadas. Mas em outras nações africanas o cenário é bem pior e a caça ilegal é um grande problema.
 

http://br.noticias.yahoo.com/apreens%C3%B5es-presas-elefantes-registram-recorde-2011-172453644.html

 
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