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Extração de madeira ilegal põe em risco santuários do panda gigante da China PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
21-Out-2015
 
A extração de madeira ilegal nas florestas naturais chinesas está a por em risco várias espécies de animais. A comunidade de pandas gigantes está em risco de perder o seu habitat natural.
 
Um território florestal equivalente a 1800 campos de futebol, tido como património mundial da humanidade pela UNESCO, foi destruído ilegalmente - AFP/Getty Images

A exploração madeireira ilegal, noticia o The Guardian, está a pôr em risco os santuários no sudoeste da China, que são o lar de mais de 30% dos pandas que existem no mundo, segundo uma investigação da Greenpeace.

Durante dois anos foi realizado um estudo que descobriu que um território florestal equivalente a 1800 campos de futebol, tido como património mundial da humanidade pela UNESCO, foi destruído ilegalmente. A Greenpeace revela mais pormenores e afirma que cerca de 1280 hectares de floresta natural onde se localiza o santuário de pandas foi arrasado, colocando espécies vegetais e animais em risco de extinção, incluindo os panda gigantes.

O The Guardian conta que as autoridades locais têm tentado explorar os regulamentos jurídicos florestais, para que atitudes semelhantes não passem impunes e afetem a área rica em vida selvagem situada entre os planaltos Chengdu e QQinghai-Tibete.

“A extensão da extração ilegal de madeira nesta área preciosa é chocante”, disse o vice-chefe da unidade de florestas e oceanos da Greenpeace na Ásia, Pan Wenjing. “Estes resultados minam seriamente os esforços do governo chinês para preservar o seu património natural e do mundo”, acrescenta.


A China introduziu regulamentos nos anos 90, que veio a reforçar em 2012, para evitar a destruição das florestas naturais que não conseguiram evitar a extração ilegal e corte de árvores. A Greenpeace revelou ainda que a maioria das florestas estava em risco de desmantelamento face aos “baixos rendimentos” das florestas naturais, que deviam dar lugar a plantações comerciais sob o pretexto de isso favorecer a sua regeneração.

Os ativistas utilizaram sinais remotos para descobrir a atividade madeireira ilegal nos santuários de Sichuan, que para além de acolherem mais de 30% do pandas do mundo, também acolhem outras espécies como o leopardo da neve ou o leopardo nebuloso.

Em termos de conservação da floresta, o problema mais urgente e mais grave que a China enfrenta agora é o desmantelamento das florestas naturais em nome de melhorar o baixo rendimento da madeira da floresta”, disse o engenheiro-chefe adjunto que liderou a investigação em Sichuan, Zhou Lijiang.

Uma investigação realizada pela Administração Florestal Estatal da China (SFA), revelou que até ao final de 2013, a China tinha 1864 pandas gigantes vivos, mas também mostrou que 223 dos pandas gigantes selvagens estavam em risco de extinção devido à pressão de fatores como a perda de habitat.
 
 

 
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