Fotografia ajuda a salvar felinos selvagens da Sibéria PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
06-Fev-2013
Alexandra Zakharova
© ru.wikipedia.org/ Irbis1983 /
© ru.wikipedia.org/ Irbis1983 /

Em reservas florestais do sul da Sibéria, estão sendo espalhadas as chamadas armadilhas fotográficas para felinos selvagens.

Os leopardos-das-neves (Uncia uncia), os gatos-de-pallas (Felis manul), também conhecidos como manuis, e os linces (Lynx lynx) se conservam apenas em alguns países do mundo. Até o último tempo, ninguém pôde estudar os hábitos desses animais. As espécies registradas no Livro Vermelho das espécies em extinção preferem esconder-se em lugares mais inacessíveis.

Na Rússia, os linces e os leopardos-das-neves podem ser encontrados nas regiões montanhosas do Altai e do Sayan; há uns anos atrás, alí foram detetados também os gatos-de-pallas. Nas montanhas do sul da Sibéria existem numerosas reservas naturais; algumas delas datam ainda do início do século ХХ.

Há um ano, o Pazarym, um território localizado na parte meridional do país montanhoso do Sayan, foi declarado santuário natural. Nessa área protegida existem terrenos em que jamais pisou o pé de um ser humano. Segundo dados científicos, na zona podem habitar dezenas de felinos selvagens siberianos. Os estudiosos alimentam expectativas especiais com respeito aos leopardos-das-neves. Em toda a Rússia, a população deles excede um pouco cem cabeças. Na área protegida recém-criada, ao largo de um só ano foram registrados nove animais desta espécie.


© Foto: Istomov S.V., reserva estatal de Sayano-Shushensk
© Foto: Istomov S.V., reserva estatal de Sayano-Shushensk

A tarefa de vigiar os felinos selvagens é extremamente complicada. Os linces e leopardos-das-neves costumam esconder-se nas rochas inacessíveis para seres humanos. E enquanto aos manuis, a tarefa torna-se ainda mais difícil, pois o modo de vida dos representantes desta espécie é exclusivamente noturno. Ante a dificuldade de capturar um felino selvagem para lhe colocar o colar de identificação via satélite, os cientistas escolheram como sua principal ferramenta máquinas fotográficas e câmeras de vídeo que se ativam quando delas se aproximam os animais.

Nas imagens se visualizam com nitidez as feições identificadoras de cada um dos animais, relata Guennadi Kiselev, diretor da reserva florestal e de biosfera de Sayano-Shushensk:

“Agora, utilizamos principalmente filmadoras de vídeo que captam automaticamente tanto imagens de vídeo como fotográficas. Quando se acumula materiais suficientes, identificamos os animais preenchendo para cada um deles sua cédula, por assim dizer, de RG (registro geral). Graças a essas imagens, sabemos o número de animais e os circuitos de suas migrações. A práxis demonstra que em território de reservas e áreas protegidas os animais estão amparados, enquanto nos chamados terrenos de utilização comum as feras ficam desprotegidas perante vários perigos, como caçadores furtivos e armadilhas que se usam para caça maior, entre outros”.

A propósito, os leopardos-das-neves sentem-se verdadeiramente defendidos e abrigados só nas reservas naturais russas. No decorrer do último lustro, na reserva de Sayano-Shushensk nasceram sete crias do leopardo-das-neves. Não houve registro de indicadores semelhantes em nenhuma parte do mundo.


© Foto: Istomov S.V., reserva estatal de Sayano-Shushensk
© Foto: Istomov S.V., reserva estatal de Sayano-Shushensk

Uma vez que os cientistas consigam determinar limites nítidos do habitat de cada espécie de felinos selvagens dentro do país, se poderá proceder a projetos internacionais de sua proteção. Como primeiro passo, se poderá promover intercâmbio de dados sobre leopardos-das-neves, linces e manuis com os países limítrofes, criando, no final das contas, uma reserva transfronteiriça em que serão resguardadas as vias de migração dos felinos, comenta Viktor Nepomniaschi, diretor da reserva florestal estatal Khakasski:

“Se estendermos o campo de nossas pesquisas para os territórios confinantes, estaremos em condições de compreender onde fica o melhor espaço para formar uma zona natural transfronteiriça sob o regime especial de proteção dos felinos selvagens. Vale a pena trabalharmos neste sentido com a Mongólia e China”.

Há um ano atrás a Sociedade Geográfica Russa lançou um projeto de financiamento de pesquisas de leopardos-das-neves, manuis e linces do sul da Sibéria. A bolsa de estudo no montante de 130 mil euros foi atribuída a três reservas naturais – de Sayano-Shushensk, Khakasski e Ubsunurskaia Kotlovina – e à área protegida do Pazarym. O programa “Felinos selvagens do sul da Sibéria” finalizará oficialmente no verão do ano em curso. Para este tempo, os cientistas deverão apresentar dados exatos sobre o número de felinos raros que constam na região e elaborar um conceito da proteção dos mesmos.


© savemanul.org. Na foto: gato-de-pallas
© savemanul.org. Na foto: gato-de-pallas
 
 

 
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