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Futuro de animais ameaçados de extinção é discutido na África do Sul PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
25-Set-2016
Por RFI

Militantes protestam na abertura da Convenção sobre o comércio internacional de espécies da flora e fauna selvagens em perigo de extinção. REUTERS/Siphiwe Sibeko


Foi inaugurada neste sábado (24) em Johannesburgo, na África do Sul, a Conferência mundial sobre a fauna e a flora. A luta contra o tráfico de elefantes e rinocerontes, ameaçados por uma caça clandestina alimentada pela demanda da Ásia, dominará o evento.

Segundo as ONGs presentes no evento, este novo encontro da Convenção sobre o comércio internacional de espécies da flora e fauna selvagens em perigo de extinção (Cites, na sigla em inglês), que se reúne a cada três anos para regular o comércio de animais e plantas, é fundamental. "Em momentos em que tantas espécies estão gravemente ameaçadas por uma caça clandestina insaciável e pelo comércio, a reunião terá um poder de vida ou de morte sobre animais emblemáticos como os elefantes, os rinocerontes, os leões e os pangolins", adverte Teresa Telecky, da Humane Society International.

A caça ilegal alimenta um tráfico extremamente lucrativo avaliado em US$ 20 bilhões por ano, segundo a Cites, fazendo dele o quarto comércio ilegal do mundo depois do de armas, de falsificações e de seres humanos. Os rinocerontes e os elefantes, cobiçados pelos seus chifres e marfim, respectivamente, pagam o preço mais alto.

Três rinocerontes morrem a cada dia pelos seus chifres, segundo a organização mundial de proteção da natureza WWF. Nos últimos oito anos, mais de 5.000 - ou seja, um quarto da população mundial -, morreram na África do Sul, onde vivem 80% desses mamíferos.

Seus chifres, compostos de queratina como as unhas humanas, são muito procurados na Ásia, onde a medicina tradicional atribui a eles propriedades terapêuticas e afrodisíacas. No mercado negro, o quilo custa até US$ 60 mil, sendo mais caro que o do ouro.

A população de elefantes que vive nas savanas da África também caiu 30% entre 2007 e 2014, vítima essencialmente da caça clandestina, segundo um censo recente.

Em Johannesburgo, "o essencial da atenção internacional se focará no marfim de elefantes africanos e nos chifres de rinocerontes brancos do sul", resumiu o secretário-geral da Cites, John Scanlon.

O comércio internacional de chifres de rinocerontes e de marfim é oficialmente proibido desde 1977 e 1989, respectivamente. Mas as medidas não conseguiram frear os massacres, até o ponto em que alguns analisam legalizar os comércios - aos seus olhos, única forma de reduzir a caça clandestina.

Pangolins cada vez mais ameaçados

Em uma década, mais de um milhão de pangolins, mamíferos noturnos com o corpo coberto de escamas muito buscados pela sua delicada carne e seus órgãos utilizados na medicina tradicional, desapareceram, segundo a União internacional para a conservação da natureza (IUCN na sigla em inglês). Atualmente, o comércio desta espécie é legal, mas sob condições estritas.

Os países do sudeste asiático, grandes consumidores de algumas dessas espécies ameaçadas, estarão sob forte pressão durante a conferência. A "explosão da demanda no Vietnã" é a razão principal do auge do comércio de chifres de rinoceronte, denuncia a WWF, que pede à Cites que "adote uma posição mais dura" contra estes países, que possa chegar até sanções econômicas.

Países pedem que comercialização seja liberada

Em Johannesburgo, a Suazilândia vai propor suspender a proibição do comércio de chifre dos "seus" rinocerontes. O pequeno reino tem o apoio dos criadores desses mamíferos. “Sua proteção nos custa uma verdadeira fortuna. (...) Não é sustentável", afirmou uma criadora da África do Sul, Lynne MacTavish.

A proposta da Suazilândia tem poucas chances de prosperar. As ONGs combatem firmemente a ideia e temem que a suspensão da moratória alimentaria mais ainda a demanda.

Zimbábue e Namíbia também pedirão que se suspenda a proibição do comércio de marfim para poder vender no mercado seus estoques confiscados ou provenientes de elefantes mortos por causas naturais.

O dinheiro desta venda "lhes permitiria continuar o trabalho de conservação" dos animais, disse a ministra do Meio Ambiente sul-africana, Edna Molewa, que apoia a proposta desses dois países da África austral.

A Cites deve estudar a possibilidade de flexibilizar ou endurecer as restrições comerciais relativas a cerca de 500 espécies de fauna e flora no total.

(Com informações da AFP)
 
 

 
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