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Governo chinês limita número de cachorros por família PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
18-Mai-2011
 
A cidade tem 800 mil cães, mas apenas 200 mil estão registrados. Os donos terão de se livrar dos animais não registrados.

Uma medida radical está dando o que falar na China. Inspirado na política do filho único, o governo de Xangai saiu com uma novidade: reduzir a população de cachorros.

No tempo em que a China era comunista para valer, passear com o cachorrinho poderia dar cadeia. Era considerado um passatempo burguês. Hoje é um motivo de orgulho, símbolo de status daqueles que conseguiram enriquecer. Mas as autoridades de Xangai, a segunda cidade mais importante da China, acham que os moradores estão exagerando e tem cachorros demais.

O governo decidiu por em prática uma medida inspirada na política que permite aos chineses ter apenas um filho. Desde 1993, os donos só podiam registrar um cachorro na prefeitura, mas as autoridades faziam vista grossa para aqueles que tinham dois ou mais animais de estimação.

O resultado foi que o número de cães disparou. A cidade tem 800 mil, mas apenas 200 mil estão registrados. O governo decidiu agir. Os donos terão de se livrar dos cachorros não registrados. "Tenho dois cachorros por cinco anos. Eles são parte da família. Não posso abandonar um deles. Estou pensando em deixar um dos cachorros com meus parentes”, disse um dono.

As autoridades argumentam que manter cães ilegais aumenta o risco de doenças, como raiva. Mas grupos de direitos dos animais dizem que isso é um abuso. Ainda não se sabe como o governo de Xangai vai fazer a lei ser cumprida.

Em Pequim, mais de 200 ativistas interceptaram um caminhão carregado de cachorros que seriam levados para um matadouro. O dono do caminhão acabou cedendo e concordou em soltar os cachorros, desde que os ativistas pagassem pega carga. Eles gastaram o equivalente a quase R$ 30 mil.

No Japão, a situação dos animais de estimação é bem diferente. O país tem uma das menores taxas de natalidade do mundo e um número muito grande de idosos, por isso, os animais se tornaram companhia indispensável para muitos japoneses. "Meu cachorro é como meu filho", disse uma mulher.

Os japoneses gastam fortunas para que seus bichinhos fiquem mais bonitos, mas aqui ninguém pensa em limitar o número de animais. Com a economia ainda cambaleando, os bichos são responsáveis por muitos empregos.

A China tem fama de incluir os cachorros no cardápio. Essa é mais uma intromissão do Estado na vida das pessoas. Houve tempo, durante o regime comunista, em que os cachorros eram totalmente proibidos. Os grupos de defesa dos direitos dos animais têm crescido muito na China.
 

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/05/governo-chines-limita-numero-de-cachorros-por-familia.html

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1. Planeamento familiar na China chega aos cães
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2. China: Depois do filho único... o cão único
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