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Japão impede criação de santuário para baleias proposto pelo Brasil PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
15-Jul-2011
Marcus Fernandes

(Imagem: NOAA)
(Imagem: NOAA)
Os países caçadores de baleias, com o Japão à frente, se recusaram a submeter à votação a criação de um santuário para estes cetáceos no Atlântico Sul. A proposta vem sendo defendida desde 2001 pelo Brasil e posteriormente pela Argentina, durante as reuniões anuais da Comissão Baleeira Internacional (CBI).
 
A CBI, criada em 1946, é hoje o único fórum internacional reconhecido pela ONU para aplicar medidas para a conservação de baleias em todo o mundo, além de ordenar o desenvolvimento da indústria baleeira. A Comissão, composta por 89 membros, esteve reunida na Ilha de Jersey, na Grã-Bretanha.
 
Novamente, os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação da iniciativa.
 
Sem discussão

Atualmente, existem duas grandes reservas onde a caça aos cetáceos é vetada. A primeira foi criada em 1979 no Oceano Índico e a segunda em 1994 no Oceano Austral (nome dado ao conjunto das águas que banham o Continente Antártico).
 
Caso fosse criado, o novo santuário para cetáceos do Atlântico Sul iria do Equador até os limites do Oceano Austral. Porém, as nações que caçam baleias nem sequer aceitam colocar a proposta em discussão. Vários países já se manifestaram favoráveis à iniciativa.
 
Suborno

Apesar desse revés, os que lutam contra a caça conseguiram uma vitória. A Comissão aprovou por consenso a proposta de que os países-membros paguem suas contribuições por meio de transferências bancárias. A expectativa é de que a medida ajude a aumentar a transparência na organização.
 
A decisão é uma reação a reportagens veiculadas na mídia britânica segundo as quais o Japão, maior consumidor de carne de baleia do mundo, estaria bancando as taxas devidas por países mais pobres associados à CIB em troca de apoio nas votações. O Japão nega a acusação, que vem sendo feita há vários anos.
 
A medida, no entanto, pode não ser suficiente para coibir a prática, pois especula-se que delegados japoneses teriam oferecido não apenas pagar as tarifas devidas à CIB, mas também passagens de avião e diárias de hotel, o que seria mais difícil de rastrear.
 
Outra acusação dá conta de que países africanos, muitos dos quais aliados dos defensores da caça, recebem auxílio financeiro em projetos de infraestrutura, como construção e reforma de portos e rodovias.
 

http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=103886&idDepartamento=29&idCategoria=0

 
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