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Leões criados para morrer PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
05-Abr-2016
 
 
O negócio da caça de animais selvagens, em África, está a crescer cada vez mais. Todos os anos, milhares de turistas, ricos, estão dispostos a pagar quantias avultadas, pelo prazer de matar um animal exótico e o poderem pendurar na parede de sua casa, como um troféu de caça.

Estes caçadores escolhem antecipadamente o animal que querem matar e é tudo preparado para a sua chegada.

Mas como se processa a caça destes animais?

O negócio da criação de leões é muito semelhante ao negócio da criação das outras espécies, como os porcos, vacas e galinhas.
As leoas são forçadas a engravidar e a cada dois anos, podem ter cinco ninhadas. Logo após o seu nascimento, as crias são retiradas da mãe e alimentadas por biberão. Ao retirar as crias à nascença, a leoa entra mais rapidamente no ciclo reprodutivo, uma vez que não tem que amamentar e cuidar das crias. Os criadores afirmam que retiram as crias, pela incapacidade das mães de amamentar as crias, mas tal não é verdade, as leoas choram pelos seus filhos.



Ao serem retiradas das suas mães, as crias perdem os laços afectivos e passam a ser cuidadas exclusivamente por humanos, com os quais criam laços. Para cuidar das crias, os criadores gostam de convidar voluntários, que acreditam que estão a trabalhar para a conservação da espécie é ignoram o fim de cada um dos animais que cuidam. Os leões bebes também são “alugados” para turistas que querem ser fotografados a alimentar, brincar e cuidar de um animal selvagem, peludo e fofo, muitos deles desconhecem fim de cada um daqueles animais, já que a maior parte dos criadores não identifica o fim de cada um dos animais.


Assim que chegam aos seis meses, as crias já são grandes demais para fotografar ao colo de turistas e por isso, começam a ser utilizadas para os chamados “passeios com leões”, onde os turistas passeiam livremente com os animais. Esta é a última fase de uma liberdade condicionada, logo de seguida os leões são enclausurados em jaulas superlotadas, sem condições, onde aguardam a sua morte.

A data da sua morte é condicionada pelas características que o caçador procura, se quer um leão jovem, adulto ou uma fêmea. Horas antes de morrer, o animal é retirado da sua jaula é transferido para um local mais amplo, sem hipótese de fuga, onde será morto. A morte pode ser feita através do tiro de espingarda, revólver ou arco e flecha, depende da vontade do caçador. Para facilitar a morte ao caçador, os animais são muitas vezes drogados para que o tiro seja mais certeiro.

Depois de matar o leão, é preparada uma cena, para que se possa fotografar para a posteridade, o animal é decapitado, a cabeça congelada e pode ser enviada para qualquer país da Europa e Estados Unidos. Os ossos são vendidos como afrodisíacos para a medicina chinesa.

A morte de cada leão varia entre 6500 euros e 32 mil euros.


Este artigo foca-se na criação de leões, mas o mesmo se passa com as outras espécies, como girafas, búfalos e antílopes, entre outras.

 
* mantida a grafia lusitana original
 
 


 
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