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Lista vermelha de animais ameaçados de extinção acrescenta novas espécies PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
26-Nov-2013
Okapi, parente da girafa e símbolo nacional da República Democrática do Congo, aparece na relação dos seriamente ameaçados


A raposa-das-ilhas já foi considerada criticamente ameaçada, mas um intenso trabalho de conservação foi realizado desde uma queda catastrófica da população nos anos 1990. O animal sofreu com a predação de um invasor - a águia-dourada - e um vírus. Restrita às ilhas do Canal da Califórnia (EUA), passou de menos de 1,5 mil em 2001 a 4 mil em 2011. Hoje a classificação melhorou bastante e o animal é considerado "quase ameaçado". Foto: National Park Service / Wikimedia


Parece uma zebra, mas o Okapi é mais próximo da girafa. Animal está seriamente ameaçado de extinção. Foto: Getty Images


Criticamente ameaçado de extinção: acredita-se que existam cerca de 1,5 mil pássaros da espécie Aceros waldeni em ilhas das Filipinas. A baixa população e pequeno habitat podem acabar com esse animal. Foto: Olaf Oliviero Riemer / Wikimedia


O Alauda razae vive em Cabo Verde e estima-se em 1.490 a população. A desertificação da região e a predação dos ninhos por outros animais colocam o bicho na categoria "criticamente ameaçado", a mais extrema antes da extinção do animal na natureza. Foto: Justin Welbergen at the English language Wikipedia / Wikimedia


O Ardeotis kori é um dos pássaros mais pesados a conseguir voar e vive na África subsaariana. Acredita-se que a população tem caído devido a uma série de fatores, como colisões com redes elétricas, caça (pela carne e pela medicina tradicional local) e degradação de habitat. Sua classificação piorou, mas não é das mais alarmantes ("quase ameaçado"). Contudo, especialistas querem aumentar as campanhas contra a caça para que a situação da espécie não piore. Foto: Stevie Garvie / Wikimedia


A cacatua-branca (Cacatua alba) é natural das ilhas Maluku, na Indonésia. Contudo, ela é mais conhecida em gaiolas e isso pode acabar com a espécie. As armadilhas removem todo ano cerca de 17% da população da natureza, o que fez a situação dela na lista cair para "ameaçada" de extinção. Foto: Qihuii de Hanabi / Wikimedia


A cobra-cega da espécie Boulengerula taitana é endêmica ao Quênia. Pesquisas recentes indicam que as populações são restritas a pequenas regiões, o que colocou o animal na categoria "ameaçado" de extinção. Foto: Milvus / Wikimedia


Nas plantas, a Anguloa cliftonii é encontrada em uma área muito restrita do lago Calima, na Colômbia. A região é um ponto turístico que passa por um grande desenvolvimento de infraestrutura para receber visitantes. Os biólogos investigam também se a coleção ilícita de espécimes não esteja acabando com esta orquídea. Atualmente, ela é considerada "criticamente ameaçada" de extinção. Foto: Orchi / Wikimedia


O Plagopterus argentissimus já foi considerado uma espécie comum no sudoeste dos Estados Unidos. Competição com espécies não nativas, temperaturas extremas no verão, secas e a construção de uma represa causaram uma grande queda, que em 20 anos desapareceu de boa parte de seu habitat original. Na nova atualização, é considerada  "criticamente ameaçada". Foto: Brian Gratwicke / Wikimedia


Encontrada no na América do Sul e Central (inclusive no Brasil) a queixada (Tayassu pecari) também piorou de situação. Passou de "quase ameaçada" a "vulnerável". A espécie sofre com perda de habitat, caça, competição com rebanhos e doenças. Foto: Ana_Cotta / Wikimedia


A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) tem uma distribuição global. Apesar disso, já foi considerada criticamente ameaçada de extinção. Sua situação tem melhorado ano a ano e na nova atualização aparece como "vulnerável". Contudo, as sete grandes populações da espécie têm classificações próprias: pouco preocupante (nordeste do Atlântico), criticamente ameaçada (leste do Pacífico, sudoeste do Atlântico, Sudoeste do Índico e oeste do Pacífico. As duas últimas populações não têm dados suficientes para classificação. Foto: Rabon David, U.S. Fish and Wildlife Service / Wikimedia

Símbolo nacional da República Democrática do Congo, o Okapi entrou para a relação dos animais seriamente ameaçados de extinção, segundo a lista vermelha divulgada pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Também conhecida como girafa da floresta, o animal é um que foram acrescentados na mais recente atualização do documento, que já conta com 71.576 espécies avaliadas, das quais 21.286 estão na condição de ameaçadas – dessas, quase 200 são espécies de aves.

Na atualização feita na lista, o Okapi, que apesar das listras que lembram as zebras é um parente próximo da girafa, apresentou graves declínios de população. A entidade coloca a caça ilegal, a perda de habitat, bem como a presença de rebeldes, caçadores de elefantes e mineiros ilegais como as principais ameaças à sobrevivência do animal. "Infelizmente a República Democrática do Congo foi devastada pela pobreza e pelos conflitos civis por quase duas décadas, levando à degradação generalizada do Okapi", aponta Noëlle Kümpel, co-presidente na IUCN.

Espécie pode ser extinta em algumas regiões da Mata Atlântica em 80 anos.Brasil luta para evitar extinção da onça-pintada. Foto: Getty Images
Espécie pode ser extinta em algumas regiões da Mata Atlântica em 80 anos.Brasil luta para evitar extinção da onça-pintada. Foto: Getty Images
"Esta atualização na Lista Vermelha da IUCN mostra alguns sucessos de conservação fantásticas, que devemos aprender, para futuros esforços de conservação", diz Jane Smart, diretor Global do IUCN Biodiversity Conservation Group. "No entanto, a mensagem global permanece sombria. A cada atualização, enquanto vemos melhorias na situação de algumas espécies, há um número significativamente maior de espécies que figuram nas categorias ameaçadas. O mundo precisa urgentemente aumentar os esforços para evitar esta tendência devastadora".

Segundo matéria publicada no jornal britânico The Guardian, através da destruição dos habitats, da caça e da introdução de predadores em um ambiente a que não pertencem, a ação humana tem se tornado a principal responsável pela maior extinção em massa na Terra desde que os dinossauros desapareceram.
 
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