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Zoológico dinamarquês sacrifica até 30 animais saudáveis por ano PDF Imprimir E-mail
Noticias - ANIMAIS - MUNDO
12-Fev-2014
Redação - Veja.com.br


Reprodução/Zoo da Dinamarca


Administradores do Zoológico de Copenhague, na Dinamarca, ficaram surpresos com a comoção internacional causada desde o último domingo, quando eles esquartejaram um filhote de girafa em frente a uma plateia com crianças e usaram a carcaça para alimentar leões, leopardos e tigres. Marius, de um ano e meio, tinha perfeita saúde, mas foi sacrificado porque seus genes eram parecidos com os de outras girafas do zoológico, o que poderia aumentar a incidência de doenças genéticas em seus descendentes.

Uma petição online com mais de 30 mil assinaturas pedia que o zoológico não matasse o bicho. Manifestantes de direitos animais acusaram o parque de barbárie e falta de ética. Nos últimos dias, a página do zoológico no Facebook tem sido palco de um acalorado debate entre milhares de pessoas de vários países contrárias à medida e uma minoria favorável.

Sacrificar animais saudáveis é comum nos zoológicos europeus. Quando os genes de um animal não são considerados bons para o cruzamento, a prática é abatê-los, como no caso de Marius. O diretor científico do Zoológico de Copenhague, Bengt Holst, afirmou à rede britânica BBC que o parque sacrifica de vinte a trinta animais por ano para garantir uma população geneticamente saudável.

A decisão foi apoiada pela Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (Eaza), que congrega 345 instituições em 41 países. Seu site informa: "A Eaza apoia plenamente a decisão do zoológico de humanamente sacrificar o animal e acredita na necessidade de gerenciar genética e demograficamente a população de animais em cativeiro".

Em entrevista à rede americana CNN, Bengt Holst disse entender a consternação pública. "Isso acontece por uma causa assustadora: as pessoas se distanciaram tanto da natureza que acreditam que ela é uma Disneylândia, onde tudo é muito legal e os animais só nascem, nunca morrem."

Ele explicou por que a necropsia foi feita aos olhos do público: “Como o animal é grande, a necropsia precisou ser realizada ao ar livre. Decidimos convidar os visitantes para eles poderem ver quão fantástica é uma girafa por dentro. Os veterinários não apenas dissecaram o animal, mas explicaram as maravilhas das girafas. Essa é a proposta o zoológico: educar”. Quando perguntado sobre quantas crianças caíram no choro diante do exame cadavérico, Holst respondeu: "nenhuma". "As pessoas podiam escolher se queriam ver ou não. As crianças fizeram muitas perguntas e tiveram boas respostas. Elas voltaram para casa com mais informações sobre girafas do que tinham antes de sair."
 
 

 
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