Samarco terá que construir santuário para animais recolhidos no rio Doce
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
15-Fev-2016
por Pedro Permuy

Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação

Os animais recolhidos do rio Doce, após chegada da lama de rejeito, cujos donos não forem identificados e que não forem adotados devem ser enviados para um santuário. O local ainda não está definido bem como a obra, que sequer começou. A responsável pela construção é a Samarco Mineração S.A, que se compromete a executar a ação que dará espaço para centenas de bichos como cavalos, bois, burros, cães e gatos.

Nesta segunda-feira (15), a mineradora e os parceiros à frente da assistência aos animais resgatados em Mariana e Barra Longa, em Minas Gerais, se reuniram para discutirem quanto ao futuro de aproximadamente 182 animais de pequeno porte e 172 animais de grande porte e os resultados do encontro devem ser divulgados no decorrer desta terça-feira (16).

De acordo com a Samarco Mineração S.A, o primeiro ponto que será discutido é o evento para adoção de animais pequenos, que deve acontecer até o dia 31 de março deste ano. Segundo a empresa, antes disso, as entrevistas com os possíveis donos têm que ser finalizadas para que sejam devolvidos, se for o caso.

A empresa garante que dentre as demais ações estão a adequação de duas estruturas para atendimento e acomodação de animais de pequeno e grande porte além de melhorias como a instalação de hospital veterinário que deve ser constituído por centro cirúrgico, farmácia e maternidade. A mineradora frisa que no último dia 29 de janeiro, os animais como cavalos, burros, bois, porcos, patos gansos e galinhas foram levados para a Fazenda Bom Retiro, no Rio de Janeiro.

Segundo a Samarco Mineração S.A, futuramente, os animais que não forem adotados ou que não tiverem seus donos identificados serão levados até um santuário que será montado pela mineradora em local que ainda será definido, como a empresa destaca.

Ainda de acordo com a mineradora, todas as medidas tomadas pela empresa estão previstas no Termo de Compromisso Preliminar (TCP), firmado com o Grupo Especial de Defesa da Fauna do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), no dia 18 de dezembro de 2015.
 
 
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