Defensores dos animais realizam ato em Teresina (PI) contra a vaquejada
Noticias - ANIMAIS - BRASIL
04-Nov-2016
 
 
Ação apoia a decisão do STF em tornar ilegal a atividade

Por Letícia Gonzaga
Entidades e defensores de animais realizaram um ato de apoio a decisão do Supremo Tribunal Federal em proibir a prática da vaquejada, considerando ilegal por entender que está ligada a maus-tratos de animais.


Segundo Isabel Moura, membro da APIPA, o objetivo do ato é apoiar a decisão do STF e ao mesmo tempo conversar com a população sobre os maus-tratos dos animais durante a vaquejada. “A maioria da população não quer vaquejada, até pode existir, mas que continuem o show sem o boi e sem o cavalo. Não queremos tirar emprego de ninguém, até porque essa história da vaquejada dar emprego é uma ilusão”, disse.


De acordo com Zélia Soares, presidente da Federação da Associação das Ongs de Proteção Animal do Piauí ( FAOS), a população tem demonstrado apoio aos defensores de animais. “Na verdade, a população está bastante consciente. O senado colocou uma pesquisa de opinião pública, onde 80% da população apóiam que as vaquejadas sejam proibidas e que é um mau trato desnecessário. Está também comprovado que quem vai para a vaquejada vão por conta do show. Tem pesquisas também, que pessoas que vão para a vaquejada não passam nem perto da arena de competição, elas vão por conta do show, e o show pode continuar, o que não pode é usar os animais”, afirmou.


Sobre as manifestações recentes declarando apoio a realização de vaquejadas, Zélia disse que entende o manifesto como apologia aos maus- tratos. “Toda direito de manifestação, é livre no Brasil. Mas ali, aquele ato deles já configura um crime, porque a partir da hora que você incentiva uma atividade que o STF considerou ilegal, nós chamamos aquilo de apologia ao crime e não um manifesto”, ressaltou.


A Vereadora Teresa Brito que propôs um projeto de lei, na gestão anterior, que proíbe a prática no Piauí , também esteve presente durante o ato e declarou total apoio ás entidades presentes.
 

“Eu acho que foi uma das decisões mais acertadas do STF, porque como disse a presidente do Tribunal Superior, Carmen Lúcia, ela viu os vídeos, as fotos e ela percebeu claramente o sofrimento dos animais. Então, eu vi o sofrimento dos animais também, eu fotografei, filmei então eu tenho todos esses registros de sofrimentos dos animais na vaquejada. Eu não fui ver nem a vaquejada, mas e vi após a vaquejada. Animais com perna quebrada ou deslocada, animais mortos. Infelizmente o meu projeto não foi apoiado. Dizer que vaquejada não maltrata os animais não tem como. Não tem nenhum instrumento que faça dissociar o sofrimento dos animais na vaquejada, não existe. E tem muitas outras formas da gente se divertir sem provocar sofrimento dos animais”, declarou.

Decisão do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma lei do Ceará que regulamentava a prática da vaquejada por seis votos a cinco. O Supremo considerou a vaquejada como prática ilegal e está ligada a maus-tratos a animais. A decisão serve de referência para todo o país.

Projeto aprovado no Senado

O projeto de lei da Câmara que concede a vaquejada, ao rodeio e expressões artísitco-culturais similares o status de manifestação cultural nacional foi aprovado pelos senadores na última terça-feira (01). Com o PL, a vaquejada será ainda elevada à condição de patrimônio cultural imaterial do Brasil. O projeto segue agora para sanção presidencial.
 
https://www.portalaz.com.br/noticia/cidades/383265/defensores-dos-animais-realizam-ato-em-teresina-contra-a-vaquejada
 
 

Saiba Mais